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31 de maio de 2024

Faixa da Madrugada, 3 Antena, e erros de transmissão

     EU AMO TELEVISÃO!*

    Hoje em dia eu nem assisto TV direito, meu pai deixa o canal no SporTV o dia todo e não sobra a oportunidade de eu assistir nada. Pela última década eu preenchi essa lacuna com o YouTube, o lar de vídeos caseiros e produções independentes que torna muito fácil com que qualquer pessoa publique o que quiser pra que milhões de pessoas possam assisti-las, mas nem sempre foi assim.

    A parte da televisão que mais me intrigava não era a programação comum, jornalismo é legal, vinhetas são legais, mas de longe a coisa mais interessante sobre a televisão eram quando as coisas davam errado, Quando algo que você não devia ver é acidentalmente transmitido, esse tipo de coisa mostrava a parte mais humana daqueles que estão por trás das transmissões, mostrava que tem alguém responsável por todas as pequenas coisas que acontecem por trás das câmeras (literalmente).

    Eu sou novo demais pra ter vivido a era da antena parabólica, e mesmo assim, nas raras vezes em que o eu criança ficava acordado até a madrugada/acordava cedo o suficiente, ligar a TV de madrugada era algo completamente diferente da programação do dia, quando a faixa da Madrugada da TV Diário estava passando, era sinal de que o eu criança estava fazendo algo muito de errado, ou doente e acordando de noite pra tomar remédio pra estar vendo aquilo.

    Alguns anos depois, quando meus pais decidiram instalar a TV a cabo, a faixa da madrugada do Cartoon Network era o motivo de eu conhecer todos os desenhos dos anos 90 sendo uma criança de 8 anos em 2015. Ver televisão fora do horário fazia parecer com que eu tivesse desbloqueado uma nova dimensão dos canais que eu assistia, quase como um lado-B, que passava desenhos esquisitos e reprisava os jornais.

    Antes da faixa da madrugada existir, havia uma outra maneira da emissora sinalizar que a programação comum estava acabando e o horário sombrio tava pra começar, no encerramento da programação, a emissora dava boa noite aos espectadores e encerrava suas atividades normais.

 


     Depois disso era jogo livre, putaria, conteúdo educacional, reprises de jornais, ou o melhor filme que você já viu quando criança cujo nome você nunca vai se lembrar pois a memória está muito distante na sua mente, tudo podia acontecer depois do fechamento das atividades normais, mas o que provavelmente foi mais comum era a geração de materiais, quando comerciais eram passados das emissoras principais para as afiliadas. Era um uso interessante de tempo, e é meio esquisito pensar que essa era a maneira mais eficiente de troca de materiais entre afiliadas na virada do milênio:

    

    Só agora eu estou notando que eu tenho tanta coisa pra falar sobre a televisão que eu provavelmente vou ter que deixar as 3 páginas de dissertação sobre a programação da PlayTV pra outro dia... sério... como é que pode esse canal existir? Boa sexta-feira a todos :)


    O tópico principal dessa postagem (sim, só agora) é que, diferente do youtube moderno, só uma minúscula parcela da população tinha seu espaço na TV, era uma rede fechada, não tinha como alguém simplesmente aparecer com muita grana e pedir o seu próprio canal de televisão, por isso, os canais clandestinos surgiram com o propósito de desobstruir os canal todo, slogan esse pertencente ao 3 Antena, com o início de transmissão mais foda e revolucionário que só pessoas anônimas com muito conhecimento de telecomunicações podiam proporcionar na zona sul do Rio de Janeiro.


    Agora falando sério, imagina ser um jovem estudante de rádio e TV da UFRJ nos anos 90, levemente revoltado com o fim da DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações) e se deparar com isso? Ignorando o fato de que esse canal provavelmente foi feito por estudantes com esse exato perfil, ver isso ao vivo, sabendo que ela é o resultado de uma invasão de sinal ilegal deve ter sido extasiante.

    Ao sintonizar no canal VHF 8, a idéia de canal pirata já era bem claramente passada pra quem estava assistindo: O PASTOR TEM, SÍLVIO TEM, ADOLPHO TEM, MARINHO TEM, E AGORA NOIS TEM TAMBÉM. Basicamente era a TV do povo, protestando contra o então presidente Collor por sua decisão de fechar a DENTEL, com o ministro da comunicação Antônio Magalhães ensinando o telespectador alheio a como criar um sinal pirata, e o ministro da saúde Alceni Guerra ensinando a como bolar um baseado.

    [EDIT 23/05/2025: O canal em que o vídeo original estava hospedado foi apagado, então recomendo ver o vídeo pelo internet archive. Só um aviso de NSFW pra esse link por conter as transmissões completas do 3 Antena, incluindo um homem cagando na câmera e vários clipes pornográficos de intensidade variada, abraço.]        

    O que segue é basicamente algo que eu só consigo descrever como um proto-youtube-poop. Essa sim é a primeira aparição de sentence mixing na mídia em geral. Puta que pariu, como que isso existiu e no Brasil ainda?

    A 3 Antena não foi a primeira nem a última emissora pirata, mas é a mais fácil de falar sobre por causa da quantidade de registros envolvendo ela, essa coletânea de transmissões linkada acima, por mais curta que seja, é provavelmente um dos arquivos mais completos da TV Pirata no Brasil, existem tantas outras ocorrências de invasões de sinais da TV Brasileira, como a TVento Levou, precursora da 3 Antena que invadiu o sinal do Jornal Nacional pra divulgar seu sinal, ou a TV Cubo de São Paulo, que, por mais infame que se tornou, não existem gravações publicamente disponíveis sobre ela. Talvez eu fale sobre isso nos fórums de lost media no futuro. Talvez eu deixe isso pra dissertação sobre a PlayTV.

                                    Jornal anuncia intervenção clandestina na televisão - Divulgação / Folha de S. Paulo




26 de maio de 2024

A Exposição do Salvador Dalí na FAAP

     Ontem eu fui pra São Paulo, mais especificamente em Higienópolis pra visitar uma exposição na FAAP. Antes disso, meu único conhecimento sobre Higienópolis é que ele era o bairro mais caro do banco imobiliário.


    Sempre que eu visito SP eu fico surpreso demais com a mera quantidade de pixo que tem lá, eu já li e observei bastante o pixo da minha cidade e o pixo como forma de arte, mas eu me esqueço como São Paulo tá num patamar completamente diferente a qualquer outra cidade do mundo em comparação.

    Eu vou deixar minhas opiniões sobre a pixação pra outro post, mas fica aqui a recomendação do documentário PIXO:

 
    Sério, olha essa parede que eu filmei, não é nem metade dela!


    Eu nunca tinha ido pra FAAP, mas fiquei surpreso com o quão perto ela é do estádio Pacaembu, tudo bem agora que ele está em reforma, mas e quando tinha jogo? Como que se tem aula aí? Fora isso, os arredores do bairro são muito bonitos, o clima frio de ontem só ajudou em fazer o lugar se parecer como um lugar da Europa, pena que é São Paulo.

    Sério, eu odeio a cidade São Paulo (juro que ainda vou falar sobre a exposição), não sei como tem tanta gente que se adequa ao caos e indiferença que esse lugar exala, é a definição de distopia, a desigualdade é esfregada na cara dos mais pobres, com bairros simples colados em lugares como o Morumbi, SP parece a versão sem graça da Los Angeles de Blade Runner.

    O prédio da FAAP é bem bonito, tenho que admitir. Gostei dos vitrais.


    Agora, sobre a exposição em si: eu devia ter tirado algumas fotos mais abertas da exposição pra passar uma visão melhor de como ela era configurada, então fiquem com a segunda melhor coisa, o vídeo oficial disponibilizado no site da expo:


    Esse vídeo omite o último corredor, mas vou deixar ele pra depois, e discutir essas duas salas primeiro

    O primeiro corredor é o mais simples, mas também o com mais conteúdo real; aqui, há duas linhas do tempo, uma detalhando sua carreira artística e outra mostrando os eventos globais que estavam acontecendo durante certo período. Eu gostei desse corredor, a maneira como tinham painéis de luz atrás das telas faziam elas se destacarem em relação ao corredor, o zigue-zague que você tem que fazer pra enxergar todas as pinturas também cria a ilusão de que a exposição é mais longa do que ela realmente é.

    Algo que vale mencionar é que havia um código QR no começo da exposição com uma audiodescrição de todas as pinturas expostas, como se fosse uma visita guiada mesmo, eu não usei isso, porque não queria enfiar um celular no meu ouvido nem parecer um recluso de fone no meio da exposição, mas parecia ser uma ferramenta de acessibilidade interessante.

    Eu já conhecia decentemente bem algumas pinturas do Dalí, mas tinha bastante coisa que eu não conhecia, era engraçado ver uma fila se amontoando pra tirar foto na frente da persistência da memória enquanto tinham outras pinturas bonitas com suas exposições praticamente vazias.

    Uma pintura que eu não conhecia e que eu gostei bastante foi essa aqui, com um título longo demais pra eu escrever a mão:



    Nunca tinha visto isso antes, mas tem bastante coisa pra dissecar aqui, o mar quase morto, sendo levantado como se fosse uma folha de papel, a menina flutuando... pera aí, menina? "Dalí at the age of six, when he thought he was a girl"? Isso é um autorretrato? Dalí era trans?

    O meu incômodo principal com essa parte da apresentação foi a omissão de algumas pinturas e o fato de que nada na apresentação tenta mencionar as tendências fascistas de Dalí, tipo, The enigma of Hitler tava em exposição, mas nenhuma das outras pinturas com simbolismo fascista foi mencionada. Talvez isso esteja só na audiodescrição, ou talvez seja só uma coincidência, vindo de uma universidade particular reservada pra elite paulistana.

    Na troca de corredores os visitantes dão de cara com uma animação 3D do que parece ser um Dalí criança, que ticka todas as caixas do checklist do vale da estranheza, eu sei que tem um curso de animação na FAAP, então não vou ficar aloprando o que é provavelmente o trabalho não remunerado de um aluno intermediário, mas eu achei a inclusão disso desnecessária.

    O segundo corredor é curto, ele simula o ateliê de Salvador Dalí e mostra o fascínio dela pela imagem da esposa, que, com certeza não é objetificada nas pinturas dele. Gostei da TV mostrando a imagem da janela da sala dele, mas fora isso, nada de mais.

    O último corredor é a parte instagramável da coisa toda, com monitores interativos que na verdade são só uma tela verde mal iluminada e uma experiência inovadora em VR que já foi inventada e reinventada por 15 exposições diferentes, é uma parte feita pra tirar foto mesmo, com uma pintura interativa de um rosto, onde a boca serve como sofá, e algumas TVs mostrando as aparições menos importantes do artista na televisão e na mídia. Não parece ser de algo cujo ingresso inteiro é R$60.

ESTEREOSCOPIA - Desafio Salvador Dalí São Paulo: Uma Exposição Única 

A Inspiração Final - Desafio Salvador Dalí São Paulo: Uma Exposição Única

    Como o custo do ingresso só não banca tudo isso, a saída da exposição te deixa na frente de uma loja de lembranças, como sempre: "Exit through the gift shop".

    Acho engraçado ver o marketing dessa expo depois de visitá-lo. O nome utilizado oficialmente é "DESAFIO SALVADOR DALI", quando a coisa mais desafiadora nessa exposição é navegar pelo mar de gente parada no meio dos corredores. Concluindo: Não gostei, a bienal das artes é de graça e continua sendo uma das poucas exposições paulistas que realmente vale a pena visitar.

    


 

15 de maio de 2024

De reforma...

 Removi todos os vent posts pra tentar deixar esse lugar menos insalubre. Tenho pelo menos 4 postagens na aba de rascunhos e vou tentar não transformar isso aqui num poço de negatividade denovo.

Se cuidem.

1 de abril de 2024

Watanuki, Watanuki

Primeiro de Abril!

 

Porque de todas as piadas internas que poderiam durar mais de 13 anos, porque foi essa?

Sempre que dá primeiro de Abril, eu me lembro o quão influente o Guilhox realmente é na internet Brasileira, parece que todo 'old' conhece esse cara e gosta dele, é muito legal ver que ele manteve essa tradição e continua ativo na internet. 



31 de março de 2024

Um nome que eu escolhi com 9 anos virou a minha identidade virtual e eu não sei o que fazer sobre isso

Ikonino é um nome meio merda, né? Isso veio me incomodando recentemente, mas, no ponto em que estamos, esse IGN já é completamente associado a mim, seria esquisito mudar AGORA...

Eu meio que me remoo por dentro sempre que alguém me chama por ikonino, talvez porque remeta a minha infância esquisita, ou talvez porque simplesmente soa mal.

Prefiro Iko, mas, com a quantidade de contas em sites aleatórios que eu já registrei nesse IGN, vai ser difícil trocar isso em todos os lugares, alguns sites nem te deixam trocar!

Espero que alguma empresa que procure me contratar no futuro não encontre esse IGN e associe-o a mim. Descobrir que seu candidato foi um adolescente furry esquisito que passa tempo demais na internet não é a melhor coisa pro meu currículo...

Mídia física ontem, hoje e no futuro.

     Comprar CD's, Discos de Vinil, Fitas de cassete, Filmes em DVD/Blu-Ray hoje em dia é  redundante. Não faz sentido. É imprático, ocupa espaço e exige muito mais esforço do que os métodos de consumo de mídia modernos, então porque a gente continua fazendo isso?

    Eu não vivi direito a época de consumir mídia física. No máximo cheguei a ver alguns filmes piratas no DVD player dos meus pais, esse player que eu recentemente os convenci a não jogá-lo fora, porém, eu não tenho os fios certos pra fazê-lo funcionar, então ele está no meu backlog de coisas eletrônicas que eu preciso arrumar no futuro. 

Olá pra você também, DVD/CD player! Um dia te faço tocar música novamente.

    Mesmo assim, eu nunca ví direito as pessoas escutando música com players ou boomboxes, nunca ví diskmens sendo usados, ou até mesmo Blu-Rays originais, tudo isso foi um pouco antes de eu ganhar interesse por essas coisas.

    Os early-2000s parecem ter sido bem legais, eu queria ter feito mais parte disso. 

    Orkut, MSN, Telecurso 2000, X-Tudo da TV rá-tim-bum e cultura, essas coisas e estéticas pequenas que não podem ser replicadas direito porque não seria tão genuíno quanto foi naquela época. Não faz sentido criar uma rede social primitiva só pelo bem da nostalgia quando existem bluesky's e instagrams modernos, não é uma prática de negócios sustentável, as pessoas que utilizavam aquilo no passado iriam conferir, teriam os seus desejos nostálgicos atendidos, e iriam sair, pra nunca mais voltar.

 



    Esse programa era muito legal... Te amo TV Cultura...


     Talvez seja porque eu sou jovem demais pra me sentir nostálgico sobre os meus primeiros anos na internet, mas, parece que, de 2016 pra cá, a internet estagnou de uma maneira que tudo continua igual.

    De 2004 pra 2014, as pessoas foram do myspace pro facebook, e do orkut pro twitter, mas de 2014 até 2024, os sites são os mesmos, não existem mais sites novos.

    Estranhamente, essa estagnação da internet coincide bastante com a morte da mídia física.

    Por lá, as coisas mudaram muito, muito rápido. Vinil, K7, CD, todas essas tiveram seu tempo nos holofotes, mas foram rápidamente substituídas pelo MP3. 

    Talvez seja porque o tempo passa mais devagar quando ele está acontecendo do que observando-o em retrospecto, mas a atual maneira de consumir mídia digitalmente me parece tão... sem sal... É inegável que é conveniente pra caramba, mas é incomparável com o sentimento de colocar a agulha no disco de vinil, ciclar por uma coleção de CDs ou rebobinar um K7.

    Eu sou um dos filhos mais novos de uma família grande, então, mesmo sendo um zoomer sem vergonha, eu cheguei a interagir bastante com cartuchos de N64 e SNES dos meus primos e discos de vinil dos meus tios e avôs, e eu simplesmente acho isso mais legal do que ter um arquivo intangível que diz que eu possuo um jogo ou uma música.

    Claro que também tem a parte de "own your stuff" de possuir esse tipo de coisa, uma empresa não pode tirar o seu box da 3ª temporada de Friends de você, mas pode tirar essa série do seu serviço de streaming preferido. 

    É legal ver que os mais velhos minha geração meio que está voltando a se interessar por LPs e afins, e é legal ver que um mercado ainda vai existir pra esse tipo de coisa, pelo menos eu espero que seja assim.

    Agora eu sou um adolescente fudido sem dinheiro nem pra ter um PC que não aguente editores basicos de vídeo, mas se um dia eu tiver uma carreira profissional decente, espero poder montar uma coleção dessas coisas, sejam livros, CDs de música, Jogos em mídia física, ou qualquer outra coisa, mesmo que seja imprático, é legal.

Que fique marcado pro eu do futuro, essa é a minha "estante".... eu nem gosto de nevermind, porque eu tenho isso? Favor ignorar a bagunça e abundância de Harry Potter, eu peguei na promoção... A série completa tava à preço de um...

EDIT: Antes que eu esqueça, feliz dia da visibilidade trans, continuem arrasando. Feliz páscoa também.

Esse post foi meio redundante, né? Eu nem cheguei a conclusão nenhuma... mesmo assim;

Obrigado por ler! Se algum leitor existe.

27 de março de 2024

O título sempre vem por último

[Venting chato]        

 

Venho aqui sem vergonha nenhuma na cara atualizar esse blog pela primeira vez em mais de 20 dias. Foda-se a constância, né?

    Hoje eu fiz algo bem ruim, cometi um erro estúpido, infantil e tolo. Mas não vou contar pra ninguém o que é, não é como se eu compartilhasse muito sobre minha vida pessoal num blog que ninguém lê.

Eu amo Bill Wurtz...
 
 
        Será que eu deveria me importar com indentação, parágrafos, estética, e gramática nessas postagens? Óbvio que não, ninguém lê isso.

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    Eu não sei o porque, mas esses últimos 20 dias de março foram um grandissíssimo borrão de nada na minha vida. Literalmente, nada aconteceu, e eu empurrei tudo com a barriga. Agora eu tenho que correr atrás e consertar tudo de errado que eu fiz...

    Sério, eu não estudei NADA esse mês, depois de um fevereiro relativamente não ortodoxo no quesito de estudos, março foi um mês em absoluto branco, março foi uma merda!

    Eu não tenho nem mais noção do tempo, se isso aconteceu no final de fevereiro ou no começo de março, mas, eu não entrei para a atlética da minha escola.

    PARA, por mais que isso pareça com o mais genérico conflito de segundo ato de High School Musical, foi algo que aconteceu comigo, e me abalou sim, porque essa história vai mais longe do que parece. Não entrar para a equipe da minha escola mostrou o quão fracassado eu realmente sou, e, como, mesmo quando eu ganho oportunidades ridiculamente boas, eu falho. Eu perdi a oportunidade da minha vida aqui.

    Isso basicamente já acabou com qualquer semblante de qualidade que esse mês podia ter, até agora me sinto um merda, desde então não fiz nada e nada aconteceu.

    Algo de útil que eu aprendi muitos anos atrás, e que muita gente parece não saber, é que, ao fazer um texto, o título deve ser feito depois do texto, pois ele representa o todo, não o contrário.